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Os Livros do Nosso Bairro

Blog sobre Literatura

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Os Livros do Nosso Bairro

11
Nov17

A Libélula Presa no Âmbar ou Mil Páginas Que Parecem Cem

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Acabámos há 5 minutos a leitura deste livro. Foi uma experiência surpreendente de várias maneiras. Primeiro, estava em lista de espera há mais de dois anos. Durante algum tempo, chegámos a suspeitar até que nunca teríamos coragem para começar esta empreitada, quanto mais levá-la a bom porto. O que nos leva ao segundo ponto; a sensação de objectivo cumprido. Parece que acabámos de ganhar a maratona. Terceiro, já tínhamos feito duas tentativas abortadas de leitura. Mais uma vez se confirma aquela célebre máxima que existe um tempo certo para cada livro. Quarto, mas não menos importante, nunca julgar um livro pela capa. Não é um dos Inesquecíveis, mas é um excelente livro para entreter (e estávamos mesmo a precisar disso). As páginas viram-se sem esforço. A autora sabe manter o leitor preso à história e no meio daquelas 1000 páginas existem poucos tempos aborrecidos. Sempre pensámos que depois de terminado, íriamos fazer uma pausa na série Outlander. Engano. Não dá para parar. Queremos continuar com o Jaimie e a Claire. Note to self: go with the flow (sem fazer planos).

 

09
Nov17

A Agência Nº 1 de Mulheres Detectives | Alexander McCall Smith

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Este livro é como aquelas comédias que passam no Domingo à tarde na televisão. Entretenimento puro. Passado no Botswana conta-nos a história de Mma Ramotswe, uma mulher empreendedora que decide abrir uma agência de detectives. O argumento só por si já é original e a isso temos que juntar uma "escrita simples mas deliciosamente fluída, que torna praticamente impossível pô-lo de parte". Com muitas referências culturais e geográficas, traz até nós o Botswana. Apesar de ser um bestseller e do seu autor, Alexander McCall Smith, ter ganho um British Book Award, em Portugal não teve ao que parece muito impacto. Depois de "Agência nº 1 de Mulheres Detectives" e de "As Lágrimas da Girafa", a Editorial Presença publicou um terceiro livro de aventuras de Mma Ramotswe intitulado "Moralidade e Raparigas Bonitas", mas os restantes livros que compõem a colecção ficaram pelo caminho, bem como o resto da obra do autor. Qualquer um deles encontra-se esgotado e nunca foi reeditado. Uma pena!!!

07
Nov17

O Primeiro Muçulmano ou A História de Maomé

Há tanto para dizer sobre isto que nem sabemos bem por onde começar. Os muçulmanos estão na moda, infelizmente pelos piores motivos. Antes deles, os "maus" eram os Russos. Basta ver uns quantos filmes americanos da década de 80/90 para constatar este facto. Assim, na nossa cabeça, existiam os Bons e os Maus. Como num filme sem cores, em que há preto e branco e nada mais (de fora ficam os matizes). É como se tudo o que fosse diferente do que nos é habitual, fosse mau ou no mínimo estranho. Depois um belo dia percebemos que até então só conhecíamos ou só tínhamos tido acesso a uma das versões da história. Livro seminal que nos mostrou que há um outro lado da história (e que merecerá reflexão num post só para ele) foi "As Cruzadas Vistas pelos Árabes" do Amin Maalouf. De repente, ali estava, pela primeira vez, outra visão de uma mesma história, mesmo em frente aos nossos olhos. E a partir daqui, as coisas nunca mais foram iguais. O que nos leva a este livro em particular.

 

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Muito se tem dito sobre os muçulmanos, sobre o Islão, etc. O problema é que se diz muito também sem conhecimento de causa. A ignorância é a mãe do preconceito, parece frase feita, mas aplica-se neste caso. É preciso informar para formar. E este livro ajuda neste aspecto. Tem uma escrita fluída e cativante. Oferece-nos uma biografia possível de Maomé pela jornalista Lesley Hazleton. Todas as outras biografias que conhecíamos do Profeta eram de historiadores como Juan Vernet ou César Vidal. Não sendo um tratado histórico é " Um triunfo. Torna Maomé vívido e imediato". Acessível a qualquer um que tenha vontade de ter uma visão mais esclarecida sobre o "Outro". Super recomendamos. Parabéns Elsinore!

06
Nov17

A Libélula Presa no Âmbar ou o Tamanho Não Importa

 

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Este "pequenote", a nossa leitura do momento, é um verdadeiro tijolo uma vez que tem nada mais nada menos que 1000 páginas e pesa uns modestos 1,4 Kg. É quase impossível agarrar nele com uma mão apenas. Para lê-lo, usamos uma almofada como apoio. Não o conseguimos levar connosco para lado nenhum ou melhor, conseguimos mas com esforço. Saídos de uma ressaca literária há pouco tempo este tipo de livro não seria um candidato à partida. Mas foi, sabem porquê? A resposta é simples, porque era mesmo o que nos estava a apetecer ler. A história tem imenso ritmo, não há momentos aborrecidos. Já tínhamos sentido o mesmo quando lemos o primeiro volume de Outlander, e este não está a desapontar. Claro que o facto de apreciarmos o género também ajuda e muito. Cada vez mais acreditamos que todos os livros têm um espaço e um tempo próprios para serem lidos. E cá pelo Bairro, estava mesmo na altura de voltar à Claire e ao Jaimie. 

05
Nov17

Chegaram ao Bairro #2

Chegaram em Outubro ao Bairro novos moradores:

 

Drácula - Bram Stoker

Frankenstein - Mary Shelley

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

O Leilão do Lote 49 - Thomas Pynchon

Alá Não é Obrigado - Ahmadou Kourouma

Todos Devemos ser Feministas - Chimamanda N. Adichie

 

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Drácula e Frankenstein foram comprados no espírito do mês de Outubro. Dois Clássicos da Literatura de Terror que simplesmente não podiam continuar ausentes das nossas prateleiras.

Do Machado de Assis, não tínhamos um único livro aqui no Bairro. Vergonha... A ideia é ler primeiro o Memórias Póstumas, e depois o Quincas Borba e o D. Casmurro. Tivemos que desistir dele este mês, mas voltaremos em breve.

Numa visita a um alfarrabista, O Leilão do Lote 49 foi um achado a contar para o nosso Projecto Lendo o Cânone Ocidental. O primeiro de Thomas Pynchon.

Alá Não é Obrigado de Ahmadou Kourouma foi outro achado! Diretinho para o nosso Projecto O Mundo no Bairro. Costa do Marfim check!

And last but not least,Todos Devemos ser Feministas,o nosso pequeno milagreiro que nos tirou da ressaca e que já foi devidamente lido e apreciado.

 

Vamos tentar ler mais e comprar menos😁

03
Nov17

Todos Devemos ser Feministas ou a Cura para a Ressaca Literária

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Nestas últimas duas semanas fomos perdendo progressivamente a vontade de ler. Pequenos pormenores fizeram-nos adivinhar o que vinha aí: diminuição do ritmo de leitura, dificuldade de concentração, falta de entusiasmo com a história. A Ressaca chegou ao Bairro e fez-nos desistir de ler as Memórias Póstumas de Brás Cubas. Não estava a dar, estavamos em esforço.

Vagueámos pelas prateleiras, os olhos saltavam de livro em livro, não apetecia nenhum. Ok. Não entrar em pânico. Às vezes acontece. Temos que respeitar os nossos tempos. 

Tentámos um livro com menos de 100 páginas, de uma autora cuja escrita gostamos muito (Chimamanda N. Adichie) e não é que resultou? Este pequeno milagreiro tirou-nos do fundo do poço e devolveu-nos o sol.

O título "Todos Devemos ser Feministas" parece coisa aborrecida, politizada, extremista, radical, só que não. É um ensaio sobre o que é o feminismo, mas escrito de forma muito inteligente e acessível. Obrigatório ler.

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