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Os Livros do Nosso Bairro

Blog sobre Literatura

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Os Livros do Nosso Bairro

24
Out17

Ainda sobre Histórias de Vampiros

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Ao folhear (por acaso) este livro da Editorial Estampa encontrámos o conto intitulado " O Vampiro" de John Polidori (1819) do qual tínhamos estado a falar neste post. A coincidência fez com que (mais uma vez) interrompêssemos a leitura das Memórias Póstumas de Brás Cubas e lêssemos não só o conto de Polidori como todos os outros que compõem este "Histórias de Vampiros":

 

A Culpa é dos Padres - Bento XIV

A Vampira - Ernst Hoffman (1828)

O bom Vampiro - Charles Nodier (1831)

Berenice - Edgar Allan Poe (1835)

Teu amigo, o Vampiro - Conde de Lautréamont (1868)

Lokis - Prosper Mérimée (1869)

O Vampiro do Sussex - Arthur Conan Doyle (1927)

O Vampiro passivo - Ghérasim Luca (1945)

O Homem do segundo andar - Ray Bradbury (1947)

Confissão do Vampiro de Londres - John Haigh (1949)

 

Ordenada de forma cronológica, esta colectânea começa por uma carta escrita pelo Papa Bento XIV a um dos seus arcebispos aconselhando-o a "extirpar estas superstições" porque "existem padres que as fomentam" e que " só os vivos são culpados destas crendices". Uma espécie de desculpa para o que se segue? Todos os contos merecem ser lidos, embora os de Lautréamont e Ghérasim Luca não nos tenham suscitado grande entusiasmo. O ponto alto, na nossa opinião, talvez seja o último, uma vez que se trata de uma confissão verídica escrita por John Haigh quando já se encontrava na cela da morte a aguardar a sua execução. Um livro obrigatório de se ler para todos os fãs destas criaturas da noite ou do género, no geral.

21
Out17

A Balada do Café Triste de Carson McCullers

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Andávamos na "garimpagem" de livros em estantes alheias e este pequenino (12 x 18,5 cm com 112 páginas) chamou-nos a atenção. É um daqueles casos típicos em que os livros nos escolhem. De pequenino é que ele não tem nada.  No entanto, não nos parece um daqueles livros que gere consenso. O melhor mesmo é lê-lo sem grandes expectativas. Nunca tinhamos lido nada de Carson McCullers, mas agora queremos ler mais. Desculpa lá Brás Cubas que ficaste em stand-by por algumas horas.

20
Out17

Drácula e outros vampiros

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Outubro desde há uns tempos para cá tem vindo a ser por excelência no meio literário considerado o mês dedicado ao Terror. Pareceu-nos uma boa altura para reler Drácula de Bram Stoker, um clássico do terror, do gótico, do fantástico, como o quiserem classificar. 

Hoje em dia os vampiros estão banalizados na nossa cultura, quer pelo cinema quer pela literatura, mas imaginem o impacto que este livro não terá tido quando foi publicado em 1897. Embora Drácula não tenha sido a primeira história de vampiros da História  (essa honra cabe a John Polidori com o seu "The Vampire" de 1819), é de facto a mais icónica.

Lê-se em permanente tensão e sobressalto, mesmo que seja uma releitura (no nosso caso). O texto está carregado de uma atmosfera pesada e o género em que é escrito, predominantemente epistolar, deixa-nos completamente ligados aos protagonistas. Embora o conde Drácula só apareça esporadicamente, a sua presença é sentida durante todo o tempo.

Até há uns anos atrás, o Drácula era o vampiro mais famoso da literatura, tendo sido ultrapassado no princípio da década de 90 do século passado, pela dupla Louis e Lestat de Anne Rice e mais recentemente pelo Edward da série Twilight (e provavelmente tantos outros dos quais já não estamos a par). É natural, portanto, que não seja para as gerações mais novas o estereótipo de vampiro e que por esse motivo a leitura desta história possa desiludir. Importa pois não esquecer que este livro foi escrito em 1897 e deve ser lido tendo isso em conta.

Para nós é um dos grandes clássicos da literatura mundial, incontornável, que ganhou o seu lugar no Cânone Ocidental. Continua a provocar-nos arrepios!

19
Out17

O Nosso Primeiro Amor

Hoje cá no Bairro queremos prestar homenagem a Enid Blyton (Inglaterra, 1897-1968). Somos da geração dos Cinco, dos Sete, do Colégio das Quatro Torres, do Colégio de Santa Clara, da Colecção Mistério e da Colecção  Aventura (não, não estamos a falar da Colecção "Uma  Aventura" da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada).

Estes foram o nosso primeiro amor:

 

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Muito boa companhia nos fizeram.

Aqui podemos consultar pormenores acerca das edições portuguesas da obra da autora.

Obrigada Enid ❤️

13
Out17

Projecto Lendo o Cânone Ocidental

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Um dos projectos que se nos meteu na cabeça foi ler as obras que vêm listadas pelo Harold Bloom, no seu "O Cânone Ocidental". Desconfiamos que é desafio para durar uns bons tempos/uma vida inteira...mas isso não nos tira a vontade. Sem pressas.

Lidos até agora:

 

Da Idade Teocrática:

1. Alcorão

Da Idade Aristocrática:

1. Cândido - Voltaire

Da Idade Democrática:

1. Os Maias - Eça de Queirós

2. Madame Bovary - Flaubert

3. Ana Kareninna - Tolstoi

Da Idade Caótica:

1. O Amante - Marguerite Duras

2. Metamorfose - Kafka

3. A Sangue Frio - Truman Capote

4. Uma Agulha no Palheiro - J. D. Salinger

 

As obras da Jane Austen, o Drácula de Bram Stoker e Os Lusíadas não foram contabilizados (lidos no século passado). Queremos relê-los assim que possível. E vocês?

12
Out17

Ainda sobre a Coreia do Norte

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A Coreia do Norte continua nos nossos pensamentos. Depois de termos lido "Dentro do Segredo" do José Luís Peixoto e a "Denúncia" de Bandi, lemos "Porque Escolhi Viver" de Yeonmi Park, uma sobrevivente do regime "Kimiano", que consegue fugir da Coreia do Norte e fazer chegar a sua história ao resto do Mundo.

 

" Na escola, os professores mandavam-nos para as ruas procurar cócó...Por isso, quando encontrávamos um cão a defecar na rua, era como encontrar ouro."

 

Impossível  ficar indiferente a esta leitura. Este foi o pontapé no estômago que se prenunciava na leitura dos outros dois livros.

Ficámos logo reduzidos (bem como os nossos problemas) à nossa insignificância.

Super recomendamos.

10
Out17

Enigma de Jan Morris

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Enigma é não só a história de James Morris, formado em Oxford, ex-soldado do exército britânico, jornalista, viajante, escritor, casado e pai de 5 filhos, como a de Jan, a mulher em que James se transformou após uma cirurgia de mudança de sexo.

Livro indicado não só para informar e esclarecer leitores sobre o tema da transexualidade (nem sempre bem compreendido), como para desmistificar preconceitos.

Valeu a pena a leitura!

08
Out17

Chegaram ao Bairro #1

Setembro foi um mês atípico, com uma elevada afluência de novos moradores ao Bairro. Ainda não tivemos oportunidade de os conhecer a todos. Vêm de lugares tão distantes como a Coreia do Norte, Rússia, Zimbabué, Turquia, Brasil, Uganda, Israel, Arábia, EUA. Estamos muito felizes com tanta gente nova por aqui:

 

Amoz Oz - Uma História de Amor e Trevas

Vladimir Nabokov - Lolita

NoViolet Bulawayo - A Neve e as Goiabas

Moses Isegawa - Crónicas Abissínias

Milton Hatoum - A Cidade Ilhada

Nathaniel Hawthorne - A Letra Encarnada

Svetlana Alexievich - Vozes de Chernobyl

Orhan Pamuk - Uma Estranheza em Mim

Desconhecido - As Mil e Uma Noites

Lev Tolstoi - Anna Karenina

Jan Morris - Enigma

Simon Sebag Montefiore - Os Romanov

Chimamanda Ngozi Adichie - A Cor do Hibisco e Americanah

Lesley Hazleton - O Primeiro Muçulmano

Bandi - A Denúncia

Roald Dahl - Charlie e a Fábrica de Chocolate

Blake Crouch - Matéria Escura

Gertrude Bell - Uma Mulher na Arabia

Freya Stark - O Vale dos Assassinos

 

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03
Out17

A Denúncia - Diretamente (ou não) da Coreia do Norte

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Editado em Portugal pela Alfaguara, chegou em Setembro do ano passado às livrarias. O pequeno autocolante no canto inferior direito é motivo suficiente para nos fazer querer pegar no livro. Suscita curiosidade, no mínimo. Não é todos os dias que se encontra à venda um livro vindo diretamente do regime mais fechado do Mundo. Imediatamente ficamos a saber pela leitura das abas que, arriscando a própria vida, o autor de seu pseudónimo Bandi, consegue fazer sair do país esta "rara obra de ficção vinda da Coreia do Norte". Composta por sete contos, é uma janela para a vida (e morte) dos norte coreanos sob o jugo de um regime ditatorial, repressivo. Viramos as folhas sem conseguir parar, tentando espremer e absorver toda a informação possível (provérbios, referências literárias, datas históricas, referências geográficas, políticas,....) mas com o coração sempre apertado e com um sentimento crescente de respeito por este povo. Teria sido uma leitura plena se não subsistisse a dúvida: as notas biográficas facilmente (?) podem denunciar o escritor ( ex: membro do comité central da federação de autores de Joseon) o que nos causou uma certa ansiedade uma vez que, segundo consta, Bandi ainda continua a viver na Coreia do Norte e não queremos que nada de mal lhe aconteça.

No fim de tudo isto, ficámos a gostar (ainda) mais de viver aqui no Bairro.

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